Não é possível contar a história do AMA sem falar de Chico Xavier e Itajubá, um dos primeiros centros da Lapa, fundado ainda nos anos cinqüenta.
Quando o Brasil sofria o contraste das alegrias do futebol e o sofrimento do regime militar, em 1970, Antonio Tezzei foi ao Itajubá levado por sua mãe, dona Domingas, espírita dedicada e cozinheira de mão cheia. Pequeno e gordinho, Antonio era o pequerrucho, mas quando cresceu demais, o apelido não lhe fazia jus, foi assim que o Pequerrucho virou Picão! Não ia sozinho ao Centro. Sua namorada Gilda o acompanhava nas noites de segunda-feira. Completava o grupo sua irmã Wilma Mafalda e Carlos Follador, seu marido, além de também José Atílio Zara, amigo de juventude do Picão.
Numa passagem natural, o almoço familiar com macarrão caseiro, parmesão e antepasto se estendeu para amigos e tornou-se uma fonte fecunda de arrecadação. Cobertores e alimentos, todos os meses abasteciam as mãos de Chico Xavier, na miserável Vila dos Pássaros, uma pastagem renegada das antigas fazendas que virou bairro. Hoje é um recanto de Uberaba.
A primeira viagem foi de Kombi em 1975. Dezoito anos depois, uma carreta com vinte e cinco toneladas estacionou ao pé do abacateiro. A tarefa explodiu os limites da antiga casa de Itajubá.
Um dia, Chico conversou com Emmanuel, e sugeriu: “Está na hora de tomar um novo rumo. A tarefa de Jesus frutifica e as sementes precisam de novos campos para semear”. Parou para pensar um tempo, e completou: “Toda assistência nasce do Amor. Assistência mais Amor. É isso. AMA!”. Os amigos fundadores ainda hoje estão lá. A nova casa começou assim, simples.
Recebendo todos os interessados na Doutrina Espírita, com muita macarronada, trabalho, estudo, assistência e claro, amor.