"Com esta obra, a 18 de abril de 1857, raiou para o mundo a Era do Espírito. O livro dos Espíritos é o código de uma nova fase de evolução humana e sobre ele ergue-se todo um edifício: o da Doutrina Espírita. Ele é a pedra fundamental do Espiritismo, seu marco inicial. Das formas incongruentes e aterradoras da Bíblia, passamos ao equilíbrio clássico do Evangelho, e deste à libertação espiritual de O Livro dos Espíritos.
Cada fase da evolução humana se encerra com uma síntese conceptual de todas as suas realizações. A Bíblia é a síntese da antigüidade, como o Evangelho é a síntese do mundo greco-romano-judaico, e O Livro dos Espíritos a do mundo moderno. Até a publicação desta obra, os problemas espirituais eram tratados de maneira empírica ou apenas imaginosa. Com ela, o espíritos e seus problemas saíram do terreno da abstração, para se tornarem acessíveis à pesquisa experimental. O sobrenatural tornou-se natural. Tudo se reduziu a uma questão de conhecimento das leis que regem o universo"
O que é o Espiritismo (1859)
Esta obra, refere-se às noções elementares do mundo invisível pelas manifestações do espírito e contém o resumo dos princípios da Doutrina Espírita e respostas às mais notórias objeções que podem ser apresentadas contra o Espiritismo.
Allan Kardec ressalta que o espiritismo é ao mesmo tempo ciência experimental e Doutrina Filosófica. Como ciência prática, tem a sua essência nas relações que se podem estabelecer com espíritos. Como filosofia compreende todas as conseqüências morais decorrentes dessas relações.
Concluindo, Allan Kardec menciona que o Espiritismo é uma ciência que trata da natureza origem e destino dos Espíritos, bem como suas relações com o mundo corporal.
O Livro dos Médiuns (Janeiro/1861)
É um dos livros básicos da Codificação de Allan Kardec. Trata especificamente do fenômeno da mediunidade. É um guia seguro para os médiuns e os estudiosos da Doutrina Espírita, porque desfaz míticas interpretações e situa toda a fenomenologia no limite de suas realidades.
Trata das manifestações dos Espíritos, características da mediunidade, meios de comunicação, educação mediúnica e dificuldades a serem superadas. É obra indispensável que previne e defende os médiuns dos escolhos do caminho e demonstra o grande valor do exercício da mediuinidade.
O Evangelho Segundo o Espiritismo (1863)
É considerada como a obra do sentimento entre todas de autoria do insigne Codificador Allan Kardec. Nela, explica ele o pensamento de Jesus Cristo, nos ensinos interpretados à luz do Espiritismo, desvendando, além da letra, a essência das palavras do Filho de Deus.
O Espiritismo aí refulge, com toda a pujança, como o Consolador Prometido nos Evangelhos, que "viria reviver as imorredouras lições do Cristo e ampliá-las com novas revelações."
Esta é a obra que vincula, indissoluvelmente, o Cristianismo ao Espiritismo.
O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo (Agosto/1865)
A estrutura de O Céu e o Inferno corresponde a um verdadeiro processo de julgamento. Na primeira parte temos a exposição dos fatos que o motivaram e a apreciação judiciosa, sempre serena, dos seus vários aspectos, com a devida acentuação dos casos de infração da lei.
Cada uma delas caracteriza-se por sua posição no contexto processual. E diante dos confrontos necessários o juiz pronuncia a sua sentença definitiva, ao mesmo tempo enérgica e tocada de misericórdia. Estamos diante de um tribunal divino. Os homens e suas instituições são acusados e pagam pelo que deve, mas agravantes e atenuantes são levados em consideração à luz de um critério superior.
A Gênese, os milagres e as predições segundo o espiritismo (Janeiro/1868)
O Eminente autor analisa a gênese planetária, de forma coerente e científica, rebatendo as interpretações mágicas e misteriosas das religiões antigas sobre a criação do mundo.
Explicita a temática dos milagres e das predições. Analisa a teoria da presciência, os sinais dos tempos e a geração nova. Lastreia seus argumentos na imutabilidade e onisciência das leis divinas.
É uma das obras basilares da Codificação do Espiritismo.
Obras Póstumas (1890)
A Este livro representa o testamento doutrinário de Allan Kardec. Reune os seus derradeiros escritos e as anotações íntimas, destinadas a servir mais tarde para a elaboração da História do Espiritismo que ele não pode realizar: Vemos aqui a sua plena confirmação de muitas de suas atitudes mal compreendidas pelos contemporâneos. Esta obra precisa ser lida com atenção e respeito. Ela nos desvenda o segredo de uma vida missionária. Quanto à grandeza dessa missão basta vermos o que os próprios espíritos superiores dizem em suas comunicações aqui reproduzidas.